Poesias

Surrealistas            

Um Canto Inca

Eu te ofereço em sacrifício

Para o delírio do Deus Sol

Eu te jogo no precipício

Para o êxtase e o arrebol

 

Que venha farta a colheita do milho

Plantado com teu sangue

Purificado com tua alma

Selada com tua morte!

 

Que venha cheia a colheita do trigo

Reverberação do teu destino atroz

Santificada virgem pela tribo algoz..

 

Imaculada no toque

Intocada na seiva

Eu me ofereço ante ao teu sacrifício.

 

Tarde demais... Tarde... Tarde...

Autor: Eduardo Gomes
Data: 06/09/2002


 
 

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