Poesias

Familiares            

Plenilúnio

Ontem voltei a sonhar contigo, e neste sonho enfim, tu revelastes para mim todo o teu amor, e eu desmoronei nos teus braços, vencido por tantos cansaços que a vida nos reservou; e principiei a chorar de emoção, vendo que enfim todos os meus sonhos de amor, chegaram para mim, por ti, minha flor.

E não quis mais acordar, comecei a prantear, não parei de soluçar e a minha voz cessou por um momento, no meio de tanto contento, eu feliz com a minha rosa de pétalas amarelas, nas mãos, não me preocupei mais com questões existenciais, pois da vida, resolvi viver o mais bonito que nos apraz para dentro do nosso amor.

E por fim fitei o teu lindo rosto, toquei nos teus cabelos, olhei no fundo dos teus olhos e percebi mil versos de amor, que para min tu escrevestes, que para mim tu lestes, nos meus pensamentos, linda flor.

Mas por desgraça acordei do meu doce plenilúnio e vivi o infortúnio de me ver sem ti, meu amor, e chorei por demais, triste, desconsolado no cais das esperanças  perdidas, devorado pela vida de um fiel coração sem amor.

Mas restou-me a esperança, que não me sai da lembrança, de dormir de novo, sonhar contigo, por fim ser amado e em fim ser desejado, por ti, meu amor, a cantar nosso amor. 
 

Autor: Eduardo Gomes
Data: 18/01/2000


 
 

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