Poesias

Confessionais            

Minha Vida, Teu Corpo!

Trago comigo a vida, trago comigo a morte.

Abro em ti a ferida, desprezo o meu ato sem sorte.

Perdão vida, perdão amor, perdão carinho.

Não foi por querer.

Não foi por pensar.

 

Sabes estou a sofrer, estes fatos ão de me matar.

Sabes vivi sem tecer, sabes vivi sem pensar.

 

Há bruto animal, com o que pagas; tão virtuoso amor?

Porque feres quem jamais te traiu?

Porque amas o jogo e a dor?

 

Que queres? Quem comes? Por onde transitas?

Porque ousas degradar teus portões?

Pares ó senhor! Reflitas ó inconsequente!

Penses no caminho, penses na dor!

 

Rezes ó filhinho, rogues ao senhor!

Renegues os carinhos das mais libertinas flores!

Desprezes o amor dos clubinhos, se agarres ao perdão do senhor!

 

Perdão virtuoso amor, perdão inocente flor,

perdão vetor da minha vida,

perdão minha rosa por mim combalida,

perdão se puder meu amor. 

Autor: Eduardo Gomes
Data: 03/01/2001


 
 

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