Poesias

Sagradas            

Lácrima!

Lágrimas. Resíduos de dor num mar de profundo infinito.

Pálpebras. Descanso, reflexo do porvir do que se vê.

Sátiras. Compasso fugidio do que nos é desafeto.

Cátedras. Berço do contrito e da contrição absoluta.

 

A lágrima por sobre a pálpebra, não é sátira, está na cátedra.

A cátedra, onde escorre a lágrima, não é sátira,

é um descanso para a pálpebra.

 

Lágrima, pálpebra, sátira, cátedra.

Na pálpebra, lacrimejo; na cátedra, não ouso satirizar.

Eis o respeito da lágrima, da pálpebra, da sátira, à cátedra.

 

Catedral, lácrima, pétala, riso.

Por onde rezo, choro, me encanto e sorrio.

Se me encanto por onde choro, rezo por teu sorriso.

Se rezo, rezo por ti, quando choro, choro por ti,

o meu sorriso é para ti.

 

Prantear por alegria, não me é conhecido.

Soluçar por tristeza, eis o meu canto de dor.

 

Sem por querer, sofrer é o que me fazes.

Sem por sentir, me feres sem me ferir.

Mas por saber, me envolves por seu amor.

Mas por querer, removes a minha dor.

 

Quero-te ó lácrima!!!

 

 

Autor: Eduardo Gomes
Data: 04/01/2001


 
 

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