Poesias

Confessionais            

Há um Passo da Eternidade!!!

No fundo do poço, a minha carne se esvai em sangue.

Persigo neste espaço fugidio, algo que me possa consolar.

Choro por desespero, no fundo tudo é escuro do poço.

Sou moço, carrego 32 anos, que peso!

 

Estou vivo, consigo dividir emoções.

Estou morto, pois natimorto vivo.

Sonhei um dia com coisas eternas.

Iludi-me, por vezes, com felicidades absolutas.

Roguei a seres imaginários.

 

E hoje me traumatizo, pois do rosto, não é eterno o sorriso.

E hoje choro canções de amor.

E hoje me sinto tão raquítico diante da morte,

que enlouqueço só de pensar nesta dor.

 

Um dia tentei correr e ser mais rápido do que a flecha,

mas trago no peito ferido o meu coração vagabundo.

 

Há o afeto, que bela virtude arde no meu peito,

se por tudo e por todos...

pranteio os mesmos sentimentos de dor e desesperança.

 

Quando transpasso os vidros, por olhar atento,

percebo bilhões de anos evolutivos...

que nada são diante dos momentos finalísticos da morte.

 

Como posso ser feliz? Como posso me sentir alegre?

Herdei esta maldita consciência realística...

que só me expressa o fatalismo, e por isso chorei,

choro e chorarei não para sempre.

Autor: Eduardo Gomes
Data: 19/02/2001


 
 

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