Poesias

Realistas            

Soneto aos que Odeiam mais do que Amam

O teu ódio é tuas vísceras expostas

O teu ódio é a tua comunhão

Revele o que esvai nas tuas entranhas

Renegue a tua autodestruição.

 

As tuas lágrimas são puro fel

És um réu da autoaniquilação!

As tuas pálpebras não descansarão no céu

Pois teu léu é a tua alienação.

 

As tuas palavras são agressivas e ásperas

Caspa é o que tens na cabeça

Cheirume é o que corre nas tuas veias.

 

Da vida só terás porradas, porradas é o que podes prover.

Tua sina é um rio de mágoas

Tua frágua é estar a viver.

 

Autor: Eduardo Gomes
Data: 30/07/2002


 
 

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