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Pietá!

Esta pena que um dia há de falecer,

Não tem pena de si por fenecer.

Ictus nos primórdios da existência,

Pedra no despertar da consciência.

 

Dos humanos assolados por misérias,

Ante a infinitésima porção da matéria,

Que degenera nas vastidões continentais,

Infelicitados por borbulhações mentais.

 

Raquitificadas pela devassidão dos eruditos,

Que se estabelecem sobre o esqueleto dos famintos,

Por desconhecerem a inseparabilidade dos espíritos,

 

Que nos cadilaques ou chinelas são conduzidos,

Por tormentas que renegam a Pietá,

Para todos seres vivos assassinar!!!

Autor: Eduardo Gomes
Data: 18/08/2001


 
 

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