Poesias

Confessionais            

Confissão!

Não tenho mais palavras para descrever meus sentimentos.

Só vivo dos momentos que me trazem emoção.

Não julgo, não tenho conceitos ou preconceitos.

Mas tenho um peito que se inflama no coração.

Por teus trejeitos, pelo teu peito, por tua razão

 

Não quero a vida, se não puder viver e sentir.

Que os meus defeitos, os meus trejeitos, não são traição.

Mesmo os meus jeitos, os meus defeitos, a minha razão.

Tem os direitos de ter no peito um coração.

Que vive o mundo, que ao mundo vibra, sem ilusão.

 

Sem te iludir, sem te ferir, com a pretensão.

De te encher, de te verter com o coração.

Não tire a saia, se eu te tocar e te ferir.

Não rasgue a roupa, se eu te iludir e te mentir.

 

Quero te ensinar que tu me amas meu coração.

Mas não passes a vida a se iludir com a condição.

Que eu sou direito, não tenho defeitos, só coração.

E trago no peito, só uma flor, só um amor, uma paixão.

 

Pois minha menina, não vale a pena a ilusão.

De ter no peito, de ter no leito, só um coração.

De sem defeitos, de sem trejeitos, é ilusão.

Pois num só peito, correm mil rios de emoção.

 

Por isso ouça, o teu amor, meu coração.

Vou te ensinar a viver sem a ilusão.

De num só peito, só ter um leito, um coração.

 

Não vivo a vida nas sombras da desilusão.

Te amo, muito, é do meu jeito, meu coração.

Vou te ensinar a não sofrer por ninguém não.

Pois já sofri, já me feri, mas estou aqui.

 

Mesmo por mim, não sofra assim, não vale a pena.

Pois a minha voracidade, a minha vida errante e a minha libertinagem,

Não tem nada a ver contigo.

 

Tu és divina, tu és a rainha da minha vida.

Um rei errante, um poeta vagabundo, um aprendiz sem ilusões.

Mas que te ama, mas que se inflama de emoção.

Só com o teu jeito, só com o teu peito, teu coração.

 

Se me quiseres por toda a vida, ardor da minha vida.

Sou seu poeta, seu vagabundo, seu coração.

Que não te tiras do pensamento nem um só momento.

Que reconhece, com muito contento, tuas virtudes.

E que tem um único medo, te perder por justa causa.

Te amo! Eis a minha confissão...      

Autor: Eduardo Gomes
Data: 15/06/2001


 
 

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