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Verdades, Valores e Mentiras!

Estava outro dia na praia, pensando, matutando, ouvindo a música do mar, sentindo o sabor dos ventos, tomando uma cerveja gelada e olhando mulher bonita, não só tentando imaginar o que se guardava por baixo daqueles biquínis.

 

E num breve instante, me pus a raciocinar e comecei a refletir sobre a seguinte questão: Que valores, de agora em diante, reinarão neste novo e grandioso mundo que se forma?

 

Por Deus, só me veio uma coisa à mente: as verdades absolutas, os verdadeiros valores e o que realmente interessa, são o que de fato imperarão.

 

Não, pela Grécia, não é que eu tenha nada contra o ludo, mas os ludibriadores profissionais não suplantarão, mas em valor e vislumbre, aos importantíssimos cientistas, professores, intelectuais ativos e solucionadores, críticos autocríticos que sobrevivem sob a estratosfera.

 

Não de novo, não, o ludo é importantíssimo, nele reina o estado do divertimento e da competição jocosa, e sei que em tudo e de tudo precisamos competir para sobreviver, sem tédio; contudo a competição: científica, intelectual e do saber é muito mais conscienciosa e de valor inestimável, do que o ludo despretensioso.

 

Vamos jogar o ludo pretensioso; o ludo do conhecimento, vence no jogo quem sabe mais!? Não quanta besteira não!

 

Vamos competir para ampliar o nosso aprendizado, vamos estabelecer as regras primorosas do jogo da educação, da saúde, da alimentação. Quem alimenta mais?

 

É que de fato, o que existe hoje é extremamente ridículo, banal, de um mau gosto incrível e de uma completa falta de comprometimento e caráter.

 

Vamos ser informantes da verdade, das artes, do amor, visto que repartir é o conhecimento.

 

Vamos ensinar com prazer, vamos sentir alegria e contentamento no verdadeiro gesto humanitário, a bendita educação.

 

Mas ainda, por Deus, vamos nos conscientizar de vez que somos todos irmãos, e temos as nossas origens anter pré-históricas, enraizadas no mesmo tronco, partição do mesmo ensopado de costumes, e ainda assim, por ignorância, ainda há quem bestialmente acredite que somos diferentes, que temos distinções além da sombra da estética, só porque somos folhas e pertencemos a galhos diferentes.

 

Aborígenes culturais! Somos da mesma mangueira e lembrem-se, só existe um único tronco, cercado de raízes e finalizado por galhos diversos e folhas, mas somos, também, o mesmo saboroso fruto.

 

E por falar em amor, por Afrodite, por Baco, por Zeus, como renegar, dispensar, anular e aprisionar um desejo, castrar um membro; a carne tem de ser libertina, o amor tem de ser libertador e algumas cláusulas têm que ser retiradas do sacro contrato.

 

E por fim, vamos amar, com prazer, uns aos outros; conhecer, entender e respeitar qualquer divergência, para que a vida na nossa amada aldeia terráquea, possa ser muito mais humana, educada, inteligente, gentil e feliz.

Autor: Eduardo Gomes
Data: 15/01/2000


 
 

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