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Contos Infanto-juvenis            

Relatório Wandoik!

Wandaick!

Sim Wandoick!

 

Observe estes terrestres, eles dominam e manipulam toda a vida animal e vegetal que com eles coabitam, fazendo uso primitivista de todas as espécies numa predação descontrolada, aleatória e sem o rigor da preocupação com a manutenção das espécies que lhes servem de insumo.

 

São mais impiedosos do que aquela colônia de insetos e possuem um cérebro ainda pouco evoluído que não consegue controlar suas próprias emoções, permutando em momentos de fúria, alegria, tristeza profunda e dor.

 

Vivem ainda a caçar numa sociedade aculturada, onde a preza é carne morta e não outro cérebro intelectualmente competitivo. Não possuem nada que os agreguem a não ser o maior primitivismo ancestral de adoração a Deuses e seres superiores...

 

Não valorizam seus meios de reprodução, despotencializando os processos evolutivos sem controlar, diminuir e eliminar geneticamente os males naturais que os perseguem. Porra! São infestados de parasitas e não podem deles se livrar por não os compreenderem.

 

Desconhecem a existência de vida em outros planetas, como nós, acreditando ser os únicos seres do Universo dotados de inteligência.

 

Olhe Wandaick! Aquele grupo está devorando, em vida, um elemento de sua própria espécie...É verdade ainda praticam o canibalismo por morrerem de fome, mas pode-se notar que não há falta de comida no planeta.

 

Observe aquele outro grupo! Está linchando e esquartejando aqueles quatro indivíduos, num ritual tribal extremamente primitivo de caça às bruxas e de liquidação dos inimigos de suas idéias, tradições e crenças.

 

Veja aqueles machos e aquelas fêmeas fornicando num processo ainda sexuado de reprodução. São individualmente incapazes de reproduzir-se assexuadamente.

 

Olhe aqueles outros dois elementos bebendo daquela bebida alucinógena, naquele local. Riem, brincam, conversam, gritam e pensam que estão desvendando todos os mistérios do Universo.

 

Será muito fácil, para nós, domesticar estas criaturas, façamos delas o nosso cercado e de sua carne a nossa nutrição.  

Autor: Eduardo Gomes
Data: 21/05/2004


 
 

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