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Nova Utopia!

Pensar na construção e na possibilidade de uma Nova Utopia sem um novo tipo de Banquete Filosófico é inconcebível, tendo em vista as profundas raízes que borbulham num novo e tão desejado modelo de agir, pensar e sentir, numa mudança global de paradigmas. Como se pudéssemos transformar em anos o animal que somos à centenas de milhões de anos, talvez voltando até à bilhões de anos atrás, no surgimento da vida e posteriormente na passagem desta vida dos oceanos para Pangéa, o primeiro grande continente resfriado.

Atravessamos dois mil anos ocidentais de uma Utopia Platônica Cristã que nos serve de embasamento para conceituarmos e caracterizarmos psicologicamente a monstruosidade predatória de nossa divina espécie que nestes dois mil anos não conseguiu desconstruir suas raízes animalescas interiores. Seus instintos mais selvagens.

Por outro lado o que se passou no oriente e o que se passa inda hoje não foge em nada aos paradigmas de nossa animalidade instintiva pela luta pela sobrevivência individual, na lógica devo sobreviver à qualquer custo mesmo que isto custe a vida de todo o resto da humanidade. Sendo triste constatar que a grande maioria do mundo vive intima com as teorias criacionistas que forjam de homens, um gado humano para o consumo de uma aristocracia econômica e política extremamente sacana, egoísta e filha da puta. 

Infelizmente, nas entranhas de nossos cérebros em nossas partições límbicas estão gravadas em aço inoxidável, inalienável, indestrutível, inexorável, irretratável e inalterável, instruções de caça, de matança e de predação descontrolada em níveis cada vez mais extremados como metaforicamente demonstra-se nos nossos malfadados sistemas políticos: Capitalismo, Comunismo e Socialismo, vinhetas de uma mesma realidade humana interior, pois como bem disse a Dama de Ferro: a única sociedade que existe é a célula familiar, fora isto não existe sociedade.

Vivíamos no paraíso nas nossas épocas de ignorância latente, quando simplesmente caçávamos e colhíamos sem termos uma consciência tão fatalista do ponto final em nossas vidas, a morte, que desde eras extremamente primitivas, fora cultuada em rituais místicos de passagem! Transladando inclusive entre espécies distintas de Antropóides posto que os Neandertais, que consumimos na Europa, já praticavam cerimônias fúnebres. 

Encontra-se em nossos cérebros a resposta para as nossas crenças místicas, já desvendada pela ciência, única mantenedora de uma partição da verdade sobre nós: que já descobrimos, que estamos descobrindo e que ainda vamos descobrir. Fugir da ciência e tentar dar qualquer outro tipo de explicação para os fenômenos que nos cercam, hoje em dia é retroagir à idade média onde bruxos e bruxas eram caçados e cientistas eram tidos como loucos.       
 
Por isso se nós, patrícios desta Nova Utopia, onde o conhecimento e a educação pela verdade será a base de toda a formação de uma célula social maior do que a família, se é que isto é possível, formos tidos como loucos, que sejamos loucos então, mas não hipócritas, isto jamais, como vemos os que governam o mundo convalescente que coabitamos nestes velhos Tempos Modernos.

Autor: Eduardo Gomes
Data: 24/11/2005


 
 

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