Poesias

Causos            

Peba!

Fui com tio Luís à sua fazenda!

 

Lá, conheci o menino Peba, filho de seu Inocêncio, o vaqueiro da fazenda!

Corri pela fazenda, descalço, e dei uma topada no batente do casebre, arranquei a unha!

Seu Inocêncio disse: Rapaizinho Atrapaiado!!! 

 

Peba chamou-me para tirar uns cajus num cajueiro que estava no meio do capim tiririca!

Inocente de chorte e sem camisa fui atrás e me lasquei todo na tiririca. As marcas das feridas levaram anos para desaparecer.

 

Percebi a sacanagem de Peba que saiu sem nenhum arranhão, eu tinha uns sete anos e então matutei qual seria a minha vingança?

 

Na beirada do rio, uma jaqueira, tracei meu plano, chamei Peba para subirmos e tirarmos jacas; subi na frente, Peba veio atrás, no meio da árvore, já há uma boa altura. Arranquei uma jaca, jogando-a com tudo na cabeça de Peba, que despencou da arvore com jaca e tudo e assim me vinguei!

 

Rapaizinho Atrapaiado é o caralho!!! Desde pequenino, um grande filho da puta!

Autor: Eduardo Gomes
Data: 15/05/2005


 
 

Categorias Poéticas:


Eduardo Gomes          Tel.: 55 - 71 - 98148.6350     Email: ebgomes11@hotmail.com