Poesias

Contos Infanto-juvenis            

Numa Linda Noite Bela!!!

“Numa linda noite bela,
Saímos pela madrugada!
Ela o namorado dela,
Eu e minha namorada!”

Não pude nem evitar,
Levei um golpe na Mansão!

.............................................

Nosso encontro foi na Mansão Fonte do Boi!
Uma casa de um abastardo milionário, do cacau,
Pai de um jovem surfista de lindas madeixas louras,
Belos olhos azuis, viciado,
Que havia acabado de se recuperar numa clínica para drogados,
E que hora estava assumindo os negócios do pai!

Agente se trocou olhares,
Ela o namorado dela,
Eu e minha namorada!

........................................

Depois, a sóis,
Nosso encontro no sofá de couro,
Da boate da residência do jovem empresário do surfe!

Ela estava anos 50!
Meu look era anos 70!

Alcoolizamos nossas namoradas propositadamente,
Ela o namorado dela, eu e minha namorada!

E assim selamos nossa união transcendental!
Ela o namorado dela, eu e minha namorada,
Num causticante e enigmático beijo à meia noite!

Provamos-nos dos néctares de nossas salivas,
Unidas em gozo, cópula, tormenta e predação!

Pecamos ao álcool que nos consumia!
Perdemos-nos para o todo sempre,
Não mais nos encontramos,
Mas de então nos sentimos,
Divagando sobre o único beijo que tanto nos consome!

Perdemos-nos, não mais que um beijo,
Destino atroz, carrasco, maldito,
Cruel  aos seios dos amantes inebriados,
Dos amantes embriagados dos prazeres e das uvas,
Num tirocínio ilógico que nos separou e uniu eternamente,

Eterna mente que não para de divagar,
Fugaz corpo que não para de vagar,
À tua procura! Sim à tua procura!

Ela tornou-se da música, do canto, da poesia,
Da estética da sexualidade feminina,
A Casta Celebridade,
A Puta Diva!
A Cármica Cerebridade!

E eu de torneiro mecânico,
Após concurso,
Depois do curso da história de minha vida,
Consegui emprego numa prefeitura!

Nunca mais nos vimos, gritamos!
Nunca mais nos vimos, pecamos!
Nos sentimos, eternamente nos sentimos!
Distante mente, nos complementamos!
Infeliz mente, não nos tocamos!

Que destino atroz,
Que infiel desespero,
Tê-la não mais que na esperança, lembrança!

Telefonei ao jovem surfista,
Tentando adquirir seu telefone,
Morri de fome, na praça,
Na caça, descalça!

Ele não o tinha!
Não sabia qual destino há conduziu!
Não soube informar-me seu paradeiro!
Padeço, morri um pouco!

Visto que, era ela o namorado dela,
Eu e minha namorada!

Ela o namorado dela,
Eu e minha namorada,
Foi assim?!

 

Autor: Eduardo Gomes
Data: 21/03/2005


 
 

Categorias Poéticas:


Eduardo Gomes          Tel.: 55 - 71 - 98148.6350     Email: ebgomes11@hotmail.com