Poesias

Politizadas            

Fome na África

Oh pálidas crianças que a tristeza desta fome caça

Pudicas criaturas vívidas nesta terra inglória

Eu vejo por janelas a sua desgraça

Mata-me este tapa na memória.

 

Cientistas, aristocratas e toda a massa.

Na trapaça despistam-se da responsabilidade

De livrarem destas eras e argamassas.

A tribo das planícies e das savanas.

 

Caravanas de pedintes combalidos

Levas de humanos esquálidos

Raquíticos pela fome que arrasta

 

Os corpos, os invólucros das carcaças.

Para o solo, para a terra e o infinito.

Dos finitos processos da história.      

 

Autor: Eduardo Gomes
Data: 06/09/2001


 
 

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